Antes de tudo, é importante frisar a diferença entre “ouvir música” de “escutar música”.
“Escutar música” é algo trabalhado, que requer nossa total atenção consciente. É um momento em que nos colocamos como admiradores de uma arte, onde estamos com toda a nossa “alma” por assim dizer, absortos na contemplação e no prazer que aquela melodia nos proporciona. É algo que desejamos, nos faz bem e sempre será, incontestavelmente, um santo remédio. Já “ouvir música” pode ser comparado a uma ação mecânica, muitas vezes inconsciente, em que nosso cérebro absorve alguma música que esteja sendo tocada, sem muitas vezes nos darmos conta conscientemente disso, mas que nem por isso, não deixa de produzir efeitos, conscientes ou não, ao nosso organismo. É do “ouvir música” que este artigo aborda.
Segundo um estudo feito nos Estados Unidos e publicado no jornal britânico “Journal of Advanced Nursing”, ouvir música pode fazer que se reduziram dores crônicas em até 21% e depressão em até 25%. Já segundo a jornalista Paloma Oliveto, na matéria “Sons que curam”, publicada no Jornalonorte, “ a música é um fator importante para o desenvolvimento cerebral e auxilia o tratamento de diversas doenças”. Neste artigo a jornalista mostra o resultado de um estudo feito na universidade de Telavive em Israel, com crianças prematuras que ouviram “Mozart” e que engordaram e se tornaram mais fortes do que o esperado.
Como exemplos, vejamos o canto gregoriano que é um excelente remédio para a meditação silenciosa e pode reduzir o estresse. E a música erudita barroca (Bach, Handel, Vivaldi, Corelli) que também traz estabilidade, ordem, previsibilidade e segurança, criando um ambiente mentalmente estimulante para o estudo e o trabalho.



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